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Carregamento no pico de produção: o AI-Care faz a bateria esperar e enche-a quando o telhado rende mais

Out 29, 2026 | AI-Care, Conhecimentos, Guias

O carregamento no pico de produção é uma nova função opcional do AI-Care, o Smart Energy Manager Heiwit. Depois da venda da manhã, a bateria não recarrega logo: espera, deixa seguir para a rede a energia das primeiras horas de sol e enche-se com a produção das horas centrais, quando o telhado rende mais e a energia na rede vale menos. A hora de retoma é escolhida todos os dias com base na meteorologia, com uma margem de segurança, para que a bateria chegue de qualquer forma cheia ao fim do dia. Está disponível desde o final de outubro de 2026 na aplicação AI-Care, desligada até o cliente a ligar.

A ideia veio-nos de um instalador da rede Heiwit. A sua observação era simples: nos dias de sol, a bateria já está cheia por volta das onze e, a partir daí, todo o pico de produção do telhado vai para a rede, precisamente nas horas em que vale menos e em que, em muitas instalações, parte desse sol nem sequer consegue sair do inversor. Porque não pôr a bateria à espera e usá-la para absorver o pico? O AI-Care já vende de manhã a energia que sobrou da noite (como explicado no guia de funcionamento): o carregamento no pico acrescenta mais um passo ao mesmo dia.

O que muda no dia da bateria

No dia normal do AI-Care, a bateria cobre a casa durante a noite, vende ao amanhecer o que lhe sobra e depois enche-se com as primeiras horas de sol. Com o carregamento no pico, a sequência tem uma fase a mais: a espera.

Dia normal

6:008:0011:0018:00

Com o carregamento no pico

6:008:0011:0014:0018:00
Venda a partir da bateriaBateria em espera, sol para a redeO sol recarrega a bateriaBateria cheia, sol para a rede

É assim que a carga da bateria evolui num dia de sol com a função ativa.

cheiavazia0:006:0012:0018:0024:00123451
Carga da bateriaProdução do fotovoltaicoVenda e espera
  1. Fim do dia e noite: a casa funciona com a bateria. Como sempre, a energia armazenada serve os consumos da casa até de manhã.
  2. Antes do sol: vende-se o que sobra. O AI-Care sabe quanta energia restou e vende apenas a parte que já não é necessária.
  3. Espera: o sol da manhã vai para a rede. A bateria fica no mínimo e não recarrega. Os consumos da casa são cobertos pelo fotovoltaico; se uma nuvem fizer baixar a produção, a bateria intervém como sempre.
  4. Carregamento no pico. À hora definida, o carregamento arranca e a bateria absorve a produção das horas centrais, até ficar cheia.
  5. Tarde: bateria cheia, o resto para a rede. Ao pôr do sol, recomeça-se a partir do ponto 1.

Um exemplo com os dados reais de uma instalação de 6 kWp com 10 kWh de bateria, no final de outubro, num dia limpo: venda às 7, espera das 8 às 10, carregamento a partir das 11, bateria cheia às 14. No verão, com o sol a chegar mais cedo e a durar mais, a espera prolonga-se e a retoma desliza para o meio-dia.

Porque compensa

Ao meio-dia, a energia vale menos

O preço da energia no mercado elétrico muda a cada hora e, nas horas centrais do dia, quando milhões de sistemas fotovoltaicos produzem ao mesmo tempo, desce ao mínimo. Com base nos preços do mercado italiano de 2026 para a zona Norte, um quilowatt-hora injetado entre as 8 e as 10 rendeu em média cerca de um quinto mais do que um injetado entre as 12 e as 14, tanto em outubro como nos meses de verão. Vender as primeiras horas de sol e guardar as centrais para a bateria desloca a energia cedida para as horas que pagam melhor. O ganho em euros é modesto, algumas dezenas de cêntimos por dia numa instalação doméstica, mas vai na direção certa e soma-se aos outros dois efeitos.

O pico não é desperdiçado

Muitos telhados têm mais painéis do que o inversor consegue injetar na rede: um inversor de 6 kW pode ter até 9 kWp de módulos ligados. É uma escolha correta, porque o telhado só trabalha no máximo durante poucas horas por ano, mas nessas horas parte do sol não consegue sair do inversor e perde-se. A bateria carrega em corrente contínua, a montante desse limite: se estiver a carregar nas horas de pico, a energia que o inversor não conseguiria injetar vai para a bateria. Numa instalação com muitos módulos, isto vale mais do que o preço.

Menos rede sob esforço

Ao meio-dia, a tensão da rede de baixa tensão está no máximo, porque todos injetam ao mesmo tempo. Quando a tensão ultrapassa o limiar previsto pelas normas, o inversor desliga-se por segurança e durante alguns minutos não produz. Enviar menos energia para a rede precisamente nessas horas reduz o risco de desligamento, na mesma lógica do derating por sobretensão que o AI-Care oferece há algum tempo.

Como decide a hora de retoma

A regra é «o mais tarde possível, mas não depois do pico». Todas as noites, com o plano do dia seguinte, o AI-Care calcula quanta energia será necessária para encher a bateria depois da venda da manhã. Depois percorre as horas do dia e procura a última hora de retoma para a qual o sol previsto daí até ao pôr do sol, com uma margem adicional de 25%, chega para completar o carregamento, tendo em conta a velocidade a que a bateria da instalação consegue realmente carregar. Há dois limites que se aplicam sempre: o carregamento não arranca depois da hora em que o telhado atinge o seu máximo e, em caso algum, depois das 14.

O plano é refeito a cada hora com a carga real da bateria e as previsões mais recentes e, a cada quarto de hora, o AI-Care verifica se a espera ainda faz sentido: se o céu ficou encoberto e o sol que resta já não chega para encher a bateria, o carregamento arranca de imediato, sem esperar pela hora prevista. Se a bateria já estiver quase cheia, se o dia não produzir o suficiente para cobrir os consumos ou se a venda da manhã se tiver prolongado até dentro do pico, a espera nem sequer é planeada e o dia é o normal.

O que acontece à casa enquanto a bateria espera

Nada que o cliente tenha de gerir. A casa é alimentada pelo fotovoltaico; se os consumos superarem a produção, a bateria intervém como em qualquer outro momento do dia: o que é adiado é apenas o carregamento, não a utilização. O AI-Care nunca compra energia à rede para encher a bateria, nem mesmo com esta função. As proteções do inversor e as exigidas pela rede continuam a ser as definidas pelo instalador. Cada comando enviado ao inversor, incluindo o início e o fim da espera, fica registado no separador «Decisioni AI» da aplicação.

Como se ativa e o que se vê

A função vem desligada de série. Liga-se na aplicação AI-Care, no separador «Stato AI Care», bloco Impostazioni: o interruptor «Ricarica al picco di produzione» e depois «Salva impostazioni». Ao lado do interruptor aparece todos os dias a previsão («Oggi: attesa dalle 8:00 alle 11:00, poi la batteria si ricarica», ou o motivo pelo qual hoje não está prevista) e, enquanto a espera decorre, a etiqueta «carica in attesa ora». No separador «Decisioni AI», as horas de espera estão assinaladas como «Attesa carica». Ao desligar a opção enquanto a bateria está à espera, o carregamento retoma de imediato. É necessária uma instalação com o AI-Care ativo; o instalador também a pode ligar a partir da sua área.

Perguntas mais frequentes

Há o risco de chegar ao fim do dia com a bateria descarregada?

A hora de retoma é escolhida para que o sol que resta chegue para encher a bateria com uma margem de 25%, e é verificada de novo a cada hora e a cada quarto de hora. Se o céu ficar encoberto, o carregamento arranca de imediato. Nos dias em que a previsão indica que o sol não será suficiente, a espera não é planeada.

Enquanto a bateria espera, a casa compra energia à rede?

Não, não mais do que compraria sem a função. De manhã, os consumos são cobertos pelo fotovoltaico; se não for suficiente, a bateria intervém normalmente. Só o carregamento é adiado.

Quanto se ganha?

Depende da instalação. O preço de mercado nas horas da manhã vale cerca de um quinto mais do que ao meio-dia, mas numa instalação doméstica são poucas dezenas de cêntimos por dia. O maior benefício verifica-se nas instalações com muitos painéis em relação ao inversor, onde nas horas centrais parte do sol se perderia, e nas zonas onde a rede entra frequentemente em sobretensão.

Porque é que o carregamento não arranca depois do pico, mesmo que o sol fosse suficiente?

Porque o objetivo é absorver com a bateria precisamente as horas em que o telhado produz mais. Adiar para depois do pico faria perder essa vantagem e aumentaria o risco de não encher a bateria.

Também funciona no inverno?

Só intervém quando o sol previsto é suficiente para encher a bateria com margem. Nos dias curtos ou nublados, não é planeada e a bateria recarrega logo que possível, como no dia normal.

Tenho de fazer alguma coisa quando está em curso?

Não. Tudo é automático; na aplicação vê-se quando a espera está prevista e quando está em curso. Pode ser desligada a qualquer momento nas Impostazioni.