pv magazine Italia, 9 de outubro de 2026. Sergio Matalucci entrevistou o administrador-delegado da Heiwit S.p.A. no stand da Solar & Storage Live Italia, em Verona. O artigo, intitulado «Baterias de sódio, a aposta italiana: 9000 ciclos e uma fábrica de 100 MWh na Lombardia», reconstitui a opção da Heiwit de apostar nos iões de sódio e os próximos passos industriais.
Os temas da entrevista
- As células de segunda geração. O novo pack de 7,78 kWh utiliza células polianiónicas NFPP que declaram 9000 ciclos com DoD de 95%, contra os 3000-6000 típicos do lítio-ferro-fosfato. O primeiro lote de produção deverá estar em armazém em dezembro de 2026. A comparação correta com o lítio, explica a Heiwit, faz-se pelo custo por kWh devolvido ao longo de toda a vida útil, e não pela densidade energética, onde o lítio continua a ser superior.
- Segurança e matérias-primas. O sódio reduz a probabilidade e a gravidade de um evento térmico e não depende de lítio, cobalto e níquel. «A vantagem diz respeito à probabilidade e à gravidade de um evento, não confere imunidade».
- A fábrica. Em janeiro de 2027 está prevista a construção de uma fábrica de 2500 m² na província de Varese, com uma capacidade de cerca de 12 000 packs por ano, o equivalente a cerca de 100 MWh. A montagem made in Italy é esperada para junho de 2028, com o objetivo de a antecipar para o final de 2027. As células continuam a ser importadas: «Para nós, a célula é uma commodity: hoje não existe uma produção europeia de células de sódio».
- Os limites declarados. Para a mesma energia, uma bateria de sódio pesa mais do que uma de lítio, uma restrição para os contentores BESS sujeitos a limites de massa no transporte; e a cadeia de abastecimento europeia do sódio ainda não existe.
As declarações sobre desempenho e vantagens são da empresa; a redação da pv magazine assinala-o no artigo. Quem quiser verificar os dados de campo encontra os números atualizados, com as datas, no artigo sobre os resultados no terreno e na ficha técnica das células NFPP.
