Blogue sobre as energias renováveis

Energia fotovoltaica e implicações fiscais

28 de março de 2024 | Fiscalidade

Nos últimos anos, a energia fotovoltaica tem vindo a ganhar terreno como uma fonte de produção de energia fundamental, tanto a nível nacional como comercial. O seu carácter renovável e limpo torna-a atraente tanto para os particulares como para as empresas, graças, nomeadamente, à incentivos fiscais activos para a instalação dos sistemas. Mas o que é que a instalação de um painel solar significa para os bolsos dos italianos? Quais são os custos da produção de energia solar?

Incentivos à instalação de sistemas fotovoltaicos

Comecemos por falar dos incentivos à instalação de sistemas fotovoltaicos: o Estado italiano concede subsídios a particulares e a empresas?

Os incentivos à instalação de painéis fotovoltaicos, tanto para particulares como para empresas, oferecidos pelo Governo italiano em 2024 podem ser divididos em duas categorias principais: incentivos fiscais e financiamento subsidiado.

A primeira categoria pertence:

  1. Bónus fotovoltaico: destinados às famílias com baixos rendimentos e geridos pelo Fundo Nacional do Rendimento Energético. Trata-se de contribuições diretas para a instalação de painéis solares
  2. Dedução do IRPEF: Todos os contribuintes podem beneficiar de deduções fiscais para a compra e instalação de sistemas fotovoltaicos. As deduções podem variar em função das caraterísticas técnicas do sistema e incluem o Bónus de Renovação (50%), o Superbónus (70%) e o Ecobónus (65%)
  3. Carga inversa: mecanismo fiscal que permite às empresas ficarem isentas do pagamento imediato do IVA na aquisição de sistemas fotovoltaicos
  4. Novo Sabatini: destinado às PME, este mecanismo oferece financiamento subsidiado para a aquisição de novas máquinas, instalações e equipamentos, incluindo sistemas fotovoltaicos
  5. Decreto RES2: destinado às empresas que pretendam instalar sistemas fotovoltaicos com uma potência compreendida entre 20 kW e 1 MW, este decreto prevê incentivos em função da quantidade de energia reintroduzida na rede
  6. Troca de lugar/coleção dedicada: incentivo que permite às empresas vender ao sistema nacional o excesso de energia produzida e não consumida. O subsídio é pago através da GSE.

As empresas têm a possibilidade de escolher o aluguer operacional para os sistemas fotovoltaicos, permitindo-lhes enfrentar custos iniciais mínimos e beneficiar de benefícios fiscais imediatos. Estes incentivos encorajam tanto os particulares como as empresas a instalar sistemas fotovoltaicos, contribuindo significativamente para reduzir os custos iniciais e promover a produção de energia limpa e sustentável. Para além dos incentivos fiscais e do financiamento subsidiado, o Governo italiano está a implementar simplificações burocráticas e a prestar apoio técnico para promover ainda mais a adoção de energias renováveis.

Tratamento fiscal da energia produzida

Muitos particulares e empresários interrogam-se se têm de pagar impostos sobre o seu sistema fotovoltaico.

O sistemas fotovoltaicos representam uma fonte promissora de energia limpa, mas também levantam questões fiscais complexas. Sejamos claros: o autoconsumo não está sujeito a tributação.

No passado, os incentivos, como as contas de energia, não implicavam tributação, uma vez que se destinavam a promover a adoção da energia fotovoltaica. No entanto, com o desenvolvimento da troca no local, as coisas mudaram. Os pagamentos periódicos da troca no local constituem um rendimento tributável. Atualmente, a transferência de energia excedentária para a rede nacional é tributável. Este tratamento varia consoante a potência nominal do sistema e a utilização contextual.

Para as instalações domésticas ou inferiores a 20 kW, a contribuição da tarifa de alimentação não é tributada, uma vez que é considerada uma utilização privada. Em contrapartida, a liquidação dos excedentes, que consiste na venda da energia excedentária, gera rendimentos tributáveis. Quem não estiver registado para efeitos de IVA e possuir uma instalação inferior a 20 kW deve declarar os pagamentos recebidos como “outros rendimentos”. Isto significa que, consoante os rendimentos, os contribuintes têm de pagar uma percentagem variável dos seus rendimentos à administração fiscal. Por exemplo, para um contribuinte com um rendimento anual inferior a 15.000 euros, a taxa é de 23%, enquanto que para rendimentos mais elevados pode ir até 43%.

Isto tem um impacto económico significativo. Por exemplo, um sistema de 3 kWp que gere 3 800 kWh/ano, com um autoconsumo de 40%, pode registar uma diminuição da receita anual devido aos impostos. No entanto, existe uma alternativa vantajosa: o intercâmbio no local com o auto-consumo. Ao tirar partido da dedução fiscal 50%, os consumidores podem reduzir o seu imposto sobre o rendimento.

Para as instalações comerciais de potência igual ou superior a 20 kW, devem ser emitidas facturas e pagos o IVA e os impostos diretos, como para qualquer outra atividade comercial. Em conclusão, embora o autoconsumo não seja tributado, a venda de energia pode ser objeto de tributação em função das circunstâncias específicas.

Conclusões

O quadro fiscal para as instalações solares, especialmente para as empresas, representa um desafio crucial para promover a adoção de energias renováveis. Os incentivos fiscais são cruciais para estimular o investimento neste sector e promover a transição para uma economia com baixas emissões de carbono, é igualmente importante assegurar um sistema de tributação justo e eficaz.

O impacto da tributação sobre o autoconsumo e a venda de energia excedentária à rede não deve desencorajar as empresas de investir em instalações solares. Um futuro sustentável depende de um quadro regulamentar e fiscal que favoreça a adoção generalizada das energias renováveis, incluindo as instalações solares. Políticas fiscais específicas podem desempenhar um papel fundamental na consecução deste objetivo, incentivando o investimento, promovendo a inovação e contribuindo para a criação de uma economia sustentável baseada nos recursos.

Quer fazer parte da mudança, de uma transição energética para o descarbonização? Informe-se sobre a instalação de sistemas fotovoltaicos nos telhados das empresas e comece a poupar nas suas contas de eletricidade e a reduzir o seu impacto no ambiente.